PAISAGISMO NÃO É JARDINAGEM
Por Paulo Chiesa e Miranda Martinelli Magnoli
Arquitetura é paisagem, e o domínio da paisagem é o território – entendido aqui como o espaço onde arquitetos intervêm. Nas palavras de Graciela Silvestri e Fernando Aliata, “para que exista uma paisagem não basta que exista natureza; é necessário um ponto de vista e um expectador; um relato que dê sentido ao que se olha e experimenta como ator e como expectador”.
Essa explicação, apesar de satisfatória, representa uma das vertentes da disciplina paisagística: aquela que se vale da contribuição das artes plásticas (em particular da pintura). A outra vertente está relacionada com o planejamento paisagístico, originário dos conhecimentos de natureza e território e suas decorrências em relação à conservação, à biodiversidade. Essa segunda vertente – talvez seja a mais difícil de se apreender, que foge ao senso comum. Estamos nos referindo ao binômio Homem/Sociedade, Natureza/Território com Paisagem/ Design-projeto; a convergência das vertentes é nossa busca e intenso desafio.
Confundir paisagismo com jardinagemtalvez seja o principal – e certamente o mais comum – equívoco que se comete em relação ao assunto. Isso reflete um certo elitismo, e também um reducionismo do termo, provocado pela pobreza do ensino e das limitações atuais no campo profissional do paisagismo no Brasil. A história do paisagismo deve muito à história dos jardins. Contudo, o entendimento que devemos ter do termo paisagem refere-se a um domínio mais amplo que esse: se a Terra é um jardim dos Deuses, o que os Homens representariam nela? Desde o século XIX já existem conceitos mais desenvolvidos que entendem a paisagem como uma categoria de explicação do mundo, dos sistemas biofísicos e sociais em interdependência. O processo de modernização da agricultura, de industrialização e urbanização da sociedade impôs profundas transformações no mundo atual – que está longe de ser um belo jardim idílico. Entre os séculos XIX e XX, marcados pela passagem do “pintoresco” para o impressionismo-expressionismo e a arte abstrata, uma outra forma de ler e olhar a natureza e a paisagem foi-se constituindo. O cinema captou isso, na medida em que sua relação com a pintura foi mediada pela fotografia, superando a visão panorâmica que caracterizava esse período anterior à sétima arte. Além disso, o cinema incorporou uma outra dimensão à percepção instantânea dos fatos e seus contextos: a noção de tempo, que permite capturar as transformações no mundo. Toda paisagem é dinâmica, portanto é percebida e lida de maneira polissensorial (som, olfato, tato, visão e paladar) assim como temporal e tridimensional.
Outro equívoco consiste em reduzir as paisagens aos seus aspectos sensíveis e estéticos. Falamos de uma paisagem e logo lembramos de um postal, de uma vista, de uma pintura. Porém, devemos nos perguntar: que forças moldaram aquela paisagem? Quem a pintou, quando e por que? Quais contribuições da história e da cultura humanas estão presentes nessa imagem ou representação? Que valores políticos, estéticos e éticos elas nos revelam. Ou seja, não é possível falar de paisagem sem nos referirmos ao homem, vivendo em grupos ou sociedades. Talvez nosso desafio seja saber o que entendemos por estética hoje.
E, um terceiro aspecto que freqüentemente se percebe é esquecer também que toda paisagem é dinâmica e mutável, no tempo e no espaço. As paisagens assentam-se sobre uma materialidade física e biológica complexas; à sua vez, esse sistema serve de substrato para as ações humanas, sejam elas com finalidades produtivas ou de intelecção. A hegemonia do modo de vida urbano no mundo contemporâneo tem alienado as pessoas que convivem em ambientes altamente antropizados (mudados intensamente pela ação humana), fazendo-os crer que a Natureza desapareceu desses contextos e lugares. Não é verdade, a vida só se sustenta porque a natureza está presente.
Os profissionais habilitados para realizar projetos de paisagismo no Brasil são exclusivamente os arquitetos e urbanistas, por lei. No entanto, a paisagem não é um tema de estudo exclusivo desses profissionais, dada a sua natureza eminentemente interdisciplinar. Geógrafos, engenheiros agrônomos e florestais, designers, botânicos, biólogos, historiadores, sociólogos, antropólogos, artistas, entre outros, utilizam conceitos de paisagem e transformam esse campo de estudos e de trabalho em uma rica arena de debates e, ao mesmo tempo, de imprecisões teóricas, conceituais e de método para sua apreensão.
O tema paisagem carece de mais estudos e debates no Brasil, principalmente da difusão e divulgação daqueles já realizados para avançar a patamares mais condizentes com as potencialidades e necessidades da nossa sociedade. Cada país tem sua própria história nesse sentido, não podemos e nem devemos copiar os conceitos de outros países, de outras culturas e continentes. Entender a paisagem brasileira, tanto do ponto de vista dos sistemas natural e sócio-cultural é uma obrigação para os acadêmicos que de alguma forma se aproximam a esse conceito, a esse objeto de estudo e de trabalho.
Já o modo de ensinar projeto de paisagismo nas escolas de arquitetura e urbanismo brasileiras deve muito à tradição norte-americana moderna, especificamente a da costa Oeste dos EUA. Isso porque as primeiras disciplinas e exercícios de projetos paisagísticos ministradas na FAUUSP devem-se ao professor Roberto Coelho Cardozo, que se formou em Berkeley. Segundo Miranda Magnoli; “o professor Roberto Coelho Cardozo, por peculiaridades dele, trouxe essa visão para suas aulas; porém, sua origem nos despertou para a ampliação do mundo; em particular, na medida em que cabe à Instituição Universitária fazer obras do saber, acabou por nos chamar atenção o fato que a primeira disciplina acadêmica de paisagismo aconteceu em 1900, nos Estados Unidos. É importante salientar que, por ocasião da ida de vários pioneiros da arquitetura moderna para os Estados Unidos com a Segunda Guerra Mundial, a então “landscape architecture” não tinha na Europa a maturidade e forma adquirida nos E.U. Explico: o “modelo americano” foi, fundamentalmente, de uma profissão de design, enquanto a Europa desenvolveu antigos cursos de horticultura, florestas ou arte dos jardins – variáveis em diferentes países. Associar as questões do meio (environment) enquanto design foi pioneiro nos E.U.A. e na Grã-Bretanha; Europa, em geral, adquire essas reflexões e incorpora, em diferentes tempos, após e com a reconstrução da segunda guerra (claro, Holanda antes; óbvio pela peculiaridade “natural” do território construído apesar e com o mar e pelo seu histórico de ocupação e apropriação)”.
Desde meados do século passado, a tradição européia deixou de ser a única referência entre nós, descendentes de povos mediterrâneos. Por outro lado, na FAUUSP esses conhecimentos adquiriram novos contornos através da contribuição de profissionais das áreas de história, geografia, biologia, sociologia, filosofia, etc. Intelectuais como Miranda M. Magnoli, Milton Santos, Amílcar Herrera, Csaba Deák, Nestor Goulart Reis Filho, Aziz Ab’Saber, Maria Adélia Aparecida de Souza, entre outros, cooperaram muito para ampliar e moldar um enfoque muito particular entre os arquitetos e urbanistas dessa faculdade – seja através de seminários, cursos ou orientações de pós-graduação.
Também devemos observar o descaso da sociedade e do Estado, principalmente com as paisagens notáveis e hodiernas. Nesse sentido o Brasil é novamente contraditório. Sendo um dos países com maior território e diversidade ambiental do planeta; e apesar de Burle Marx ser considerado um dos maiores paisagistas do mundo moderno; ainda hoje se batalha arduamente para o reconhecimento e regulação legal dessa atividade profissional.
O Estado e a sociedade brasileira têm muito que avançar em relação à paisagem, mas isso só ocorrerá com pelo menos um aspecto central: a valorização da educação e um esforço imenso para inserir esse saber entre os profissionais já melhor capacitados nos diferentes níveis dos serviços públicos, de modo a incorporar e promover a participação consciente e autônoma das pessoas nos desígnios de suas vidas. Estão aí as Leis Ambientais e do Estatuto das Cidades para serem utilizadas, mas muitos não as conhecem – tanto do lado da população como daqueles que são os responsáveis pelos planos e projetos. Por outro lado, somos um país que recentemente está aprendendo a valorizar sua memória e legado através das medidas de salvaguarda do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro. Isso tem a ver com olhar os outros e achar que devemos ser o que não somos. O imediatismo desenvolvimentista também é um traço de nossa cultura recente. Depredamos as paisagens naturais, ainda que saibamos que já não são infindáveis. No panorama geral, a diversidade biológica e cultural brasileira são bem guarnecidas por leis, normas, portarias, programas e projetos – contudo, falta como sempre, de fato, criteriosamente levá-las em conta. Considerá-las, nos planos e projetos, cumpri-las, fiscalizá-las com rigor. Falta, principalmente, dar-lhes às paisagens um conteúdo e uma forma saudável que apenas a mais ampla liberdade de idéias e de organização política permite. Ou seja, temos na paisagem atual tanto o desafio do futuro como encontrar respostas para as questões contraditórias, polêmicas, difíceis que nos ficaram do passado não resolvido. Essas são questões de paisagem para o desenvolvimento.
O ENSINO DE PAISAGISMO NO BRASIL
Os ENEPEAs pecaram por ainda não ter sistematizado um quadro geral sobre a situação do ensino de paisagismo no Brasil, a partir do qual se poderia monitorar e intervir sobre as questões próprias da educação dos arquitetos. Tentou-se diversas vezes, mas mesmo nessa edição atual ainda não se sabe: quem ensina, o que se ensina, como se ensina paisagismo nas escolas de arquitetura e urbanismo daqui. Mas o fato é que algo se ensina. Aí está uma questão que deixaremos para ver como o encontro resolverá.
Porém, na minha opinião, esse tema avançou muito nas escolas de arquitetura e urbanismo durante as duas últimas décadas. Foi enorme o esforço de capacitação e qualificação docente, graças às linhas de pesquisa montadas sobre o tema paisagem e ambiente nos cursos de pós-graduação ‘strictu e latu sensu’. Ainda são escassos os concursos específicos para contratar docentes dedicados ao ensino de paisagismo em todas as regiões, e há uma distribuição desigual de oportunidades de estudo no cenário brasileiro. Há pouca edição e publicação de periódicos relativos ao tema, e com isso as nossas referências dependem ainda mais do que seria desejável do que se escreve e publica no exterior – um pena. Por outro lado, multiplicaram-se encontros, seminários e reuniões científicas tratando desse problema, tanto nacional como regionalmente. O assunto paisagem tampouco, como já disse, refere-se apenas aos arquitetos e urbanistas.
O problema de ensinar paisagismo para os arquitetos e urbanistas passa por rever a maneira como se estrutura o projeto pedagógico, o currículo, os conteúdos, as disciplinas e os métodos pedagógicos e didáticos da formação dos profissionais como um todo. Não acredito na especialização que levaria a um profissional específico: o arquiteto paisagista – porém, é o que aponta o cenário com a atual legislação sobre a educação, centrada na flexibilização curricular. Na minha opinião, os arquitetos deveriam zelar mais pelo caráter generalista da sua formação e capacitação, aprendendo de que forma qualquer intervenção sua sobre o espaço produz uma paisagem melhor. Do contrário, o paisagismo seria uma espécie de recurso para atenuar uma arquitetura e um urbanismo incapaz ou insuficiente para promover a melhoria no habitat das pessoas. A esperança é que as futuras gerações estejam mais preparadas para enfrentar esses problemas, o que nos leva de novo a avançar na educação da população como um todo.
Também é preciso que os arquitetos desçam do pedestal e aprendam a dialogar com os estudiosos da educação, assim como com aqueles outros necessários para estabelecer uma verdadeira integração. Em geral os que ensinam arquitetura e urbanismo, e, por conseqüência paisagismo nos cursos universitários, não estão preparados para esse debate – mas são os professores que temos. Eu diria também que o ensino de paisagismo ainda é subalterno em relação ao ensino de projeto de edificação e urbano no âmbito das escolas de arquitetura e urbanismo nacionais. Somos, para nossos próprios colegas, os profissionais do jardim, da vegetação e não dos espaços livres. É uma cegueira endógena; que não enxerga o habitar o mundo em toda sua plenitude. Para se fazer um parque são necessárias décadas, mas ele precisa de um projeto, de um programa, de um partido e de detalhes que orientarão sua construção ao longo de anos. O certo é que há muito para ser feito. O termo paisagem para os arquitetos resulta ambíguo, assim como para qualquer outra pessoa ou profissional. Mas se falamos de projeto de paisagismo, aí a questão muda diametralmente. Entende-se por um projeto de paisagismo a intervenção realizada sobre os espaços livres de edificação, aqueles que podem estar sob um estatuto de uso tanto público como privado.
Por outro lado, quando os jovens estudantes de arquitetura e urbanismo estão insatisfeitos com suas habilidades de projeto, tendem a reforçar o componente social na interpretação acadêmica desses termos no Brasil. Chegando, não raro, a descaracterizar a presença inescindível dos sistemas físico e biológico que compreendem qualquer paisagem. Há uma certa moda acadêmica entre os arquitetos que se apaixonam pelas ciências sociais e deixam de lado o seu próprio objeto e método de estudos e trabalho – que é desenhar os espaços a fim de transformá-los.
O CENÁRIO EM CURITIBA
Estamos caminhando. No CAUUFPR, o 9º ENEPEA tem sido um estímulo importante tanto para os professores como para os estudantes. Cada vez mais se apresentam trabalhos finais de graduação onde o paisagismo comparece com suas questões e métodos adequados – isso vêm ocorrendo em todo País. A PUCPR oferece um curso de especialização na área de paisagismo e todas as escolas têm professores alocados nestas disciplinas que, de uma forma ou outra, são sensíveis e fazem o que podem para superar suas limitações teóricas e profissionais.
Por outro lado, temos uma paisagem urbana altamente qualificada: um esplêndido sistema de espaços livres públicos; uma mobilidade imensa pelo território da cidade; instrumentos urbanísticos de proteção e estímulo à preservação do patrimônio natural e construído. Temos principalmente orgulho de morar nessa cidade, o que provoca um sentimento de pertencimento mesmo naqueles que não são originários daqui. Essa questão de gostar de onde se habita tem relação direta com a representação da imagem da cidade e a constituição de uma identidade positiva com os espaços públicos que se freqüenta no dia a dia. Talvez o mais interessante de estudar arquitetura e urbanismo por essas paragens seja estar vivendo nesse ambiente urbano.
O problema é que muitos estudantes e profissionais acham que isso aqui é o primeiro mundo, esquecendo-se que isso não é possível. Somos uma cidade brasileira neste País, crivado por imensas contradições no acesso da maioria da população aos bens e serviços de que deveriam ter direito. Nada somos, sem esse alerta. Mas tudo podemos ser se soubermos aproveitar as oportunidades que Curitiba já nos oferece. Talvez, entre as grandes cidades brasileiras, essa seja a cidade que mais transformou para melhor sua paisagem urbana nesses últimos cem anos. É preciso cuidar para não submergir num sonho de que nada mais há para ser feito. Está aí a metrópole com suas contradições para nos lembrar disso.
ARQUITETO E URBANISTA: MELHORANDO O MUNDO
O arquiteto e urbanista pode utilizar o paisagismo como ferramenta de melhoria de vida da população qualificando seu processo de projetar os espaços onde atua. Percebendo, lendo e usando a seu favor, no ato de projetar e construir os espaços, as relações entre os sistemas biológicos e físicos que suportam e estruturam as formas de vida – e, entre essas, a vida em sociedade. Cada edifício ou urbanização se insere sobre um espaço primordial, que modifica para melhor ou pior o que ali existia antes dessas intervenções: “o vazio é o espaço pretérito”, alerta Miranda Magnoli. É fácil entender, portanto, que o paisagismo informa e qualifica os projetos – ele na verdade antecede uma atitude, e não deve apenas vir depois como um embelezamento do que restou ou como um atenuante dos males que não foram previstos anteriormente.
Um arquiteto também pode contribuir para a melhoria do modo de vida da população aprendendo a ouvir as pessoas a quem atende, as comunidades com quem trabalha, para incluir seus direitos e objetivos nos programas de necessidades que informam seus projetos. Aprender que os valores dos outros não são os mesmos que os nossos, mas que é possível respeitá-los e valorizá-los através de nossas ações profissionais. Ou seja, ser um profissional e cidadão consciente, participante, envolvido e interessado não apenas consigo.
Estudar a história do paisagismo é básico. Há teses que nos demonstram claramente que as modernas sociedades se modernizaram e urbanizaram a partir dos conhecimentos adquiridos através de jardineiros e paisagistas. Tornar o mundo melhor é também torná-lo mais belo. Mas o que é o belo? É preciso se informar, questionar, buscar, ser curioso e respeitoso com essa longa tradição de saberes que constitui o campo de estudos e trabalho do paisagismo. Parques, praças, boulevares, jardins, ruas e outros espaços livres que conformam os produtos dos projetos de paisagismo podem ser úteis para as pessoas desde que seus espaços, equipamentos, usos e aprendizados possibilitem mais o convívio social que a exclusão de uns em detrimento de outros. Essa é aposta que devemos fazer, aprender a viver em comunidade. Respeitar as fronteiras, limites e características dos demais seres vivos, principalmente, mas não exclusivamente, dos homens. É difícil, mas é possível.
PAISAGEM E MEIO AMBIENTE
É preciso entender que ambiente e paisagem não são sinônimos, os termos não se equivalem conceitualmente. Pode-se entender melhor essa afirmação dizendo que toda paisagem pressupõe um ambiente que a compreende, mas não o contrário.
O conceito de ambiente se relaciona aos sistemas e processos biológicos e físicos que sustentam a complexa teia da vida na Terra; seus domínios são amplos e envolve todos os organismos vivos – inclusive o humano. Os ambientes, em determinadas condições de seu desenvolvimento no tempo e no espaço, manifestam-se como paisagens. O termo ambiente surgiu das ciências físicas e biológicas, da teoria dos sistemas complexos, da ecologia. Já paisagem é um conceito eminentemente forjado pelas ciências sociais. Ou seja, uma categoria de análise do mundo, útil para entendê-lo e representá-lo – seja para preservar ou para modificá-lo segundo os valores e objetivos do seu criador.
Não existe paisagem para outro animal que não seja o homem, porque ela é fruto de sua percepção, de um modo de entender o local, o contexto e o propósito de sua própria vida. E, sobretudo, de comunicá-lo a outrem. Ambiente e paisagem não existem per si. Ambos se entrecruzam, se formam e se conformam mutuamente. Mas é importante distinguir as diferenças de seus significados. Afinal, no atual estágio de desenvolvimento da civilização humana, nunca foi tão imprescindível invocá-los de forma integrada e interdependente.